A última vez que a vi, em uma noite solitária de verão, seu olhar melancólico e perdido me chamou a atenção. Envolta na penumbra da sala, sua imagem transmitia a exata sensação de que Jamelanciah já não era mais a mesma. A altivez havia cedido espaço para a tristeza. Seu último encontro com Cel Bahiah deixara marcas profundas na alma vívida de nossa heroína. É necessário tempo para se superar certos traumas.
Ao som de Coltrane, ela fixamente olha para seu Chardonnay, como se não percebesse as risadas e burburinhos do ambiente movimentado da casa de Carmem Silvia. Examino-a, insistentemente, mas meus olhares não são suficientes para retirá-las de seus pensamentos. Absorta, uma lágrima escorre. Isso mesmo? Não creio em meus olhos. Acredito que a ilusão de vê-la se deve a mais uma taça de Chandon que, inevitavelmente, perturba minha percepção. Tento falar-lhe, mas LL se aproxima antes.
No mesmo instante, Sofia, agora membro da ADEBRA - Adevogados do Brasil- cai. E Luisa, a menina eqüestre, grita: Lindo, lindo, me ajuda aqui.
Procuro novamente Jamelanciah, mas já não a vejo. Furtivamente some sob a névoa daquela sala, em uma noite quente de verão.
Acho que saiu de férias. Quem sabe não foi se encontrar com a Baronesa?
Aguardo seu retorno, remoendo, em minha mente, a imagem da última vez que a vi.
Andréadefatonã oaguentanadaedev eriacontinuarbeb endoleite.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
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